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  • Marcela Picanço

A resposta que eu procurava

Eu sempre tive muito medo da vida real. Tinha medo de não conseguir me sustentar sozinha no Rio, tinha medo de viver uma vida vazia, de não conseguir me encontrar, de não ser capaz, de decepcionar.


Levei uns solavancos da vida e quando me joguei e mudei pra viver meu sonho de ser atriz, me deparei com um abismo.


Criei mais traumas e cicatrizes da vida real. Me falaram que o mundo era um moinho e ia triturar meus sonhos. Cheguei a achar que isso seria verdade.


Me decepcionei comigo mesma por achar que a vida poderia ser mágica.


Tive mais medo da vida ainda e percebi que pra me sustentar eu teria que abrir mão do que eu realmente gostava de fazer. O medo da vida real e de ficar sem dinheiro só aumentou. Resistia ao máximo qualquer sofrimento, sabendo que ele sempre bateria na minha porta.


Tive tanto medo que pensei em largar tudo. Uma astróloga me disse que se eu soltasse agora eu ia me afogar porque eu ainda precisava aprende a nadar. Mas pra nadar eu teria que perder o medo de mar.


Meu maior medo era ser demitida. Antes da quarentena, me vi na madrugada de sábado dia 14 de março, chorando, na dúvida se tinha mais medo de ser demitida ou de permanecer naquele emprego, naquele sentido profissional.


Por algum motivo que não sei bem, percebi que a espiritualidade seria a única forma de encontrar alguma resposta. Dentro de mim estaria a resposta.


Mergulhei fundo em mim mesma, nas minhas vontades, nos meus medos. Descobri que tudo que eu pensava mal de mim eram crenças limitantes que poderiam ser eliminadas. Algumas de forma simples e outras que geraram e ainda geram dores dilacerantes para me livrar.


Redescobri o meu poder ao me olhar com mais amor, me vulnerabilizando para mim mesma.


Entendi por o outra perspectiva o poder da nossa vibração, da nossa ação. Percebi que podia tomar as rédeas da minha vida de volta.


Em setembro fui demitida e nunca me senti tão livre. Era o meu maior medo e agora era minha maior libertação.


Entendi que eu tinha aprendido a nadar e não tinha mais medo da vida. Sentia e sinto que estou sendo amparada pelo universo inteiro. É meio louco, mas quanto mais eu relaxo e confio, mais as coisas acontecem.


E eu quero muito passar essa sensação e essa confiança adiante. Eu quero dizer que não precisa ter medo do mundo real. É preciso combater o que não gostamos nele e pra isso é preciso coragem. E que pode sim ser um mundo mágico, porque é.


Ser demitida era o meu maior medo e foi que me deu a segurança financeira de poder arriscar. Olha que louco pensar isso.


Eu falo de um lugar reconhecendo todos meus privilégios e agradecendo por eles. Assim, eu posso fazer alguma coisa com isso.


Mas vocês não fazem ideia da minha transformação interna. Quem não me conhece talvez nunca entenda a transformação aconteceu.


Mas não tem importância. Vou tentar pro resto da vida mostrar que é possível gerar

essa transformação através do autoconhecimento e que é realmente possível ter uma vida que você goste e sinta orgulho.


Ninguém é obrigado, claro, mas quem quiser embarcar nessa eu to dando carona.

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