Foto por Bárbara Garrido.

Se estiver feliz, sorria. Se estiver triste, chore. Se estiver com medo, se esconda. Parece simples, mas identificar todas essas emoções, principalmente as negativas, com os seus corretos nomes não é uma tarefa fácil. Até porque em algum momento da vida você foi aconselhado a ‘deixar pra lá’ os sentimentos ruins como raiva, inveja, medo e frustração; ao mesmo tempo, a ideia de apologia à felicidade lhe foi imposta: é preciso estar bem e feliz, sempre!

Claro que buscamos o estado de contentamento, porém, negar ou maquiar o que se sente não é o melhor caminho para tanto. Aceitar o domínio de uma emoção negativa faz com que ela seja superada mais rapidamente. Nesse contexto está inserida a inteligência emocional, conceito trazido pela psicologia que descreve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, assim como a habilidade de lidar com eles.

De acordo com Daniel Goleman (nome de referência sobre o assunto), a inteligência emocional também é responsável pelo sucesso ou não dos indivíduos em várias áreas da vida – é tão ou mais valiosa que o famoso QI. Como exemplo, recorda o autor que a maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas e, desse modo, as que têm uma melhor compreensão de si e do ambiente que as cerca têm mais chances de obter êxito. Além disso, indivíduos com essa capacidade desenvolvida têm geralmente boa autoestima, motivam-se facilmente, são persistentes e controlados.

E se você acha que isso é tudo uma grande enrolação, saiba que a ciência já descobriu que pessoas com altos níveis de QI são superadas 70% das vezes por pessoas emocionalmente inteligentes. Basicamente, saber controlar suas próprias emoções, refletir sobre elas e colocar suas conclusões em prática pode fazer com que você se dê melhor do que o “gênio” da turma.

DICAS PRÁTICAS PARA DESENVOLVER A SUA MENTE EMOCIONAL.

Preste atenção no corpo. Em vez de ignorar os sinais físicos das emoções, comece a ouvi-los. Nossas mentes não são desconectadas do corpo, eles se afetam profundamente. Por exemplo: o estresse pode causar algo parecido com um nó no estômago, pressão no peito ou respiração acelerada.

Evite julgar as emoções. Todas elas são válidas e têm seu papel, até as negativas. Ao condená-las, você inibe a habilidade de sentir plenamente, o que dificulta o uso delas em seu favor.

Pratique decidir seu comportamento. Você não pode evitar as emoções que sente, mas pode decidir como reagir a elas.

 

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Larissa Foresto
Advogada por formação. Concurseira por opção. Por meio da escrita busca dar vazão às emoções. Algumas, muito particulares, outras, comuns a todos. Sua palavra preferida é ‘des-envolver’: deixar de se envolver com sentimentos antigos e ultrapassados para se tornar a melhor versão (inédita) de si mesmo.