Desde pequeno tendo a levar frases à exaustão buscando seus diversos significados e aplicabilidade em minha vida.
Há pouco tempo, ouvi a seguinte frase de um parente após uma corriqueira reclamação de almoço sobre quase ter sido atropelado numa faixa de pedestre com o sinal aberto para mim: “vai lá e morre cheio de razão”.

No momento aquilo significava apenas um “não morra atropelado só porque está certo”, mas com o passar dos dias me peguei expandindo a frase para diversas esferas da minha vida e me gerando muitos questionamentos.
Quando foi que a razão passou a nos guiar e abafar e suprimir nossas emoções?

Quando começou a valer não estar com o cara que você ama só porque ele fez algo que você considera imperdoável? Quando foi que deixamos de falar com um amigo pra manter nosso posicionamento após uma briga? Quando foi que a gente achou normal não vestir o que realmente queríamos por achar que não temos corpo, atitude ou que estávamos muito “piranhas” ou muito “viados” para? Quando foi?

Não sei em que momento isso se deu. Mas tomando consciência desse comportamento corrosivo, decidi que não quero ir lá e morrer cheio de razão. Prefiro estar errado e ter a amiga. Prefiro não ter a razão ou o famoso “senso” e me vestir como quiser. Prefiro não ter o orgulho, mas ter a pessoa que eu amo ao meu lado. Prefiro a felicidade à razão. E essa não é subjetiva. E ninguém me tira.

Vou lá e morro, aliás, vivo, cheio de felicidade.

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Joao Pedro Schmitz
Administrador que tem paixão por fotografar e escrever, mas como bom libriano que é, o que ama mesmo é amar.