Tenho uma caixinha cheia de medos. Quando a abro, navego por entre correntes de culpas, terrores passados e futuros. Nos sonhos, perco-me por metros que nunca consigo apanhar. A conclusão é simples. É difícil chegar a casa, essa meta de conforto e segurança. Tento várias formas de lá chegar, perco-me por mil caminhos e vielas, uns mais perigosos que outros, mas acordo sempre antes de lá chegar. E porquê? Não por que me engano, mas antes por circunstâncias externas imprevisíveis, mas repetidas, que me impedem a todo o custo. O que me prende, afinal? O que me detém na vida real e que me faz percorrer estes caminhos nos sonhos? Dizem que o que importa é a viagem, mas eu já paguei uns quantos bilhetes em transportes públicos e bandeiradas de táxi para não me importar com o destino. Agora é aquele momento da viagem em que já estamos cansados e só queremos descansar antes da próxima tour. E de preferência que seja num hotel de luxo e numa cama king size depois de um duche à maneira.

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