Foto por Eduarda Aun

Achei esse texto que eu escrevi aos 16 anos por causa do meu primeiro amor não correspondido. 

Era de paixão mal curada que eu deveria chamar isso. Esse sentimento que nunca foi embora, mas é preciso disfarçar para não imergir nessa dor que deixa tudo insustentável. Eu estou bem melhor, claro, mas não significa que está tudo acabado. Não te esqueci por causa do tempo ou simplesmente porque apareceu outra pessoa, mas por que foi preciso te esquecer. Estava convencida até esses últimos dias que você realmente tinha ido embora da minha cabeça, mas volta e meia eu me pego lembrando de você e das coisas que você me falou antes de tudo acontecer. E por mais que já tenha se passado muito tempo, quando você passa por mim meu coração ainda bate mais forte e quando você passa sem falar nada eu sinto um aperto no coração. Mas esse aperto não faz com que eu corra atrás de você, porque eu sei que já acabou tudo. Eu sei que não vai adiantar nada sair correndo agora, porque meu tempo acabou e acabou o seu também na minha vida. E por mais que eu já tenha tentado procurar em vários garotos o garoto que você foi pra mim, eu não consigo. Por mais que eles sejam mais legais, mais bonitos, mais interessantes, ou qualquer coisa assim. Eu não gostei de você pelo que você eram mas aconteceu e não tem como explicar o amor. E se eu pudesse voltar no tempo talvez eu fizesse de tudo pra isso não acontecer. Ou na verdade não, porque você foi responsável por uma grande parte da minha felicidade e também de uma confusão intensa. Me sentia incomodada, mas agora isso passou. Hoje eu tenho um sentimento diferente. E por mais burra que eu seja falando isso, às vezes penso que ainda estou te esperando. Não que isso seja verdade, porque eu sei que você não vai ser o mesmo nunca mais. Então, o que eu posso fazer é seguir em frente, afinal de contas eu estou bem. Só queria dizer que às vezes esse pensamento atrapalha algumas das minhas noites. mas quando eu acordo já está tudo bem de novo. Mas olha, eu não te odeio não, por mais que eu quisesse eu não consigo. Também não sei se te amo. Talvez sim. Mas isso não importa mais.

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Marcela Picanço
Criadora e editora do De Repente dá Certo! Este blog é um mapa de onde minha imaginação foi. Agora, o caminho é de vocês. Sejam bem-vindos! Pra saber mais é só clicar ali em cima no: "Quem escreve essas coisas?"