Tive a oportunidade e o prazer de viver por alguns anos em um vilarejo lindo na Bahia. Me identifiquei com o lugar, com as pessoas, com a natureza e me senti próxima de algo maior e dos milagres da vida pela primeira vez de forma intensa, feliz e agradecida. Tal intensidade talvez tenha me feito ficar mais tempo do que o planejado, mesmo que no início tinha pensado em ficar apenas para o verão.

Passou verão, outono e inverno e ainda estava imersa no universo de infinitas possibilidades, amores, sol, mar, gente feliz passeando na rua e cada caminho florido de areia mais lindo que o outro. Com o tempo, fui percebendo que era hora de partir para novos caminhos e de levar aquela nova mulher para outros lugares também, com o desafio de levar toda essa conexão e alegria dentro de mim.

Olha, vou te falar, não é fácil, mas sim uma prática diária. A escolha de estar bem, conectado e fazendo aquilo que viemos fazer, esse é o verdadeiro exercício do ser “zen” no cotidiano. Estamos vivendo em um mundo de imagens aparentemente felizes na internet, de conexões rasas e superficiais, que para se conectar com uma pessoa diferente na rua ou no dia a dia está sendo momentos raros. E as famosas conversas de elevador? Na fila da padaria? No ponto de ônibus? Small talk? Cadê?

Bom mesmo é poder ver gente nas ruas, independente do lugar onde se esteja, num vilarejo ou em uma capital. Gente que dá bom dia e boa tarde, gente que sorri e que se conecta com o outro através de um sorriso ou de um olhar. Não precisamos fazer isso apenas quando viajamos ou quando saímos da nossa rotina, é preciso estar online e presente no ato de andar, poder olhar para o céu e sentir o cheiro das flores no caminho.

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Ju Vasconcelos
Amante da natureza, arquiteta e terapeuta holística. Tem uma alma que viaja nas escalas do universo, sempre mergulhada no mar das emoções e enraizada no caminho do autoconhecimento.